Não é novidade que vivemos em uma realidade que sempre busca contar vantagens e exibir falsas caridades para com o próximo. É nesse contexto de egocentrismo que Jesus nos ensina sobre a virtude da humildade:

 

“Cuidado para não praticardes vossa justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles” - Mt 6, 1

 

Nossas obras não devem ser feitas para os olhos humanos, nem mesmo para os nossos próprios, pois tudo que podem oferecer é um aumento de vaidade e orgulho. Devemos ser vistos por aquele que nos vê como ninguém, que aprecia o nosso silêncio e, por ele, nos enxerga.

 

“Tu, porém, quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita, de modo que a esmola fique em segredo. E teu Pai, que vê o que está em segredo, te retribuirá” - Mt 6, 3




Uma boa obra é aquela que glorifica a Deus, para que ele cresça e nós desapareçamos. Esse exemplo de humildade e fé pode ser observado em diversos santos, pois são princípios base para uma vida em santidade, mas entre todos eles, gostaria de destacar São José.

José, mesmo sendo pai adotivo de Jesus, nunca falou algo registrado na Bíblia, mas seu exemplo vai muito além de palavras escritas. Após entender sua missão, cumpriu-a com uma fé e humildade admiráveis. Não se vangloriou por seu chamado, mas suportou com silêncio as provações, não se colocou como superior, mas foi protetor da sua família, não era pai consanguíneo, mas o amou e educou com seu labor e caridade.

 

As obras de São José não foram documentadas para vangloriá-lo, esse foi o seu silêncio que agradou a Deus. Quem nos recompensa é o Pai, aquele que vê, principalmente, o que está escondido. 

 

Então, a grande pergunta é: se Deus julgasse apenas aquilo que fazemos em segredo, qual seria a nossa recompensa?